sexta-feira, 14 de maio de 2010

Clarice


Ela se rendeu. Uns dizem que desistiu. Mas prefiro acreditar no poder da sedução. Já com os olhos cansados e caídos, Clarice se entrega aos devaneios que a noite a oferece. Os seus lábios se debruçam no copo cheio de gelo. Sua vida é como no cinema. Nunca sabemos se ela está realmente aqui ou ali. Se derrama uma lágrima, seu corpo parece permanece duro. Ela preferiu calar. Do que sonhar. Ela quer apenas viver.
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6 comentários:

LUCIMAR SIMON disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
LUCIMAR SIMON disse...

Clarice, menina louca, menina viva. Clarice sonho, dos sonhos alheios, viva, viva! Viva você, viva Clarice, sonhos dos sonhos alheios.

Adoro devaneios, eu sentir o gelo do copo. tbm em meus labios, sentir o frio cortante da madrugada ao enfiar a chave no buraco da fechadura, eu sentir, olhei para o lado, e o sorriso, nao estava sozinho.

Beijos Clarinha Tedolomuitoviu?

Por que você faz poema? disse...

Viver é um risco.

Bruna Nunes disse...

essa Clarice me lembra a Clarice do Renato Russo.
Poetico

wallace disse...

meu bem... como sempre, gosto demais dos textos curtos que vc escreve... Adorei o outro post (Para quem não me conhece). Vi cada parte da Clarinha por lá... bjs!

Mel disse...

Clarice me transmite a sensibilidade de viver!