quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Escuro


Clarice que sempre se relacionou bem com as pessoas, hoje tem vontade de se esconder num canto escuro de um quarto! Talvez seja por cobranças, talvez seja por falta de compaixão ou talvez por excesso de amor. Decepções fazem parte da vida, mas ser a decepção talvez não. O mundo te aponta por todos os lados. E você traça suas escolhas e constrói seu caminho. Clarice se sente uma pedra, daquelas que mesmo chutando, parece não sair do lugar. Ela é uma boa menina, boa profissional, boa filha, boa namorada, boa irmã, boa neta,  boa amiga. Mas os bons perderam seus lugares para os Melhores. Na era da tecnologia, Clarice quer ir pro mato e ouvir os conselhos dos pássaros. Quem sabe algum não fale que quer "vê-la bem"...

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Post teste

Vamos ver se postar pelo celular da certo!


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Voar


É como se os pássaros voassem sem destino, desesperadamente. 
As coisas sairam fora do controle.
Ela se sente de mãos atadas / amarradas / cruzadas.
Está dificil manter o controle e demonstrar paciência.
Um está cansado, quer ser compreendido em todos os ângulos e se sente injustiçado.
A outra, tem amor, carinho e compreensão, está inteira e intensa mas só há cobrança.
As palavras que escapam de sua boca saem com dificuldade e quem as escuta não compreende.
Amor tem. Carinho tem. Oportunidade tem. Duas pessoas tem.
Sobra vidas e experiências vividas em diferentes épocas.
Era uma história de amor desses de contos de fadas. Porém a última página está apagada.
... e os pássaros continuam voando.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Que?


Quando acordou, não se mexeu. Abriu os olhos e se sentiu naqueles filmes em câmera lenta. As pernas estavam pesadas e a cabeça doía. A sensação era de que ... Permaneceu na cama durante muitos minutos. A vida é como falam por aí, cheia de obstáculos. Sábios aqueles que sabem lidar com todos os acontecimentos. Mas a essência de tudo isso seria a forma de buscarmos a felicidade?
.

sábado, 30 de junho de 2012

O tal...


Quando a gente fala de amor, muitas cosas vêm a nossa cabeça. Uns dizem que não sabem explicar o que sentem, outros dizem que não existem palavras que o defina enquanto outros falam falam falam e não sentem nada. Pra mim, o tal amor não é tão complicado. Ele só é difícil de ser conquistado e conservado. Se você souber construir desde o início uma relação de confiança e sinceridade, não tem segredo. Se for pra ser, será!

.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Ahh...Miranda!



Miranda com esse jeito angelical. Dando piruetas sem fim. Sentiu que o ritmo da sua vida acelerou. Como pode isso? Tem como acelerar mais? Ela percebeu que anseia por acontecimentos. Essa alegria. Essa energia toda. Na verdade é como um disfarce. Uma fantasia com muitas plumas e paetês. Num ritmo acelerado. Mas ansiosa pára. Pára e pensa. Seus desejos não cabem mais ali. Saiu dos poros. Quer gritar, gritar e gritar. Quer dar uma pirueta no mundo. De forma leve. Ela partiu. Saiu com um sorriso impune. Com palavras lisas. E certas. Miranda continua sua vida. Com as mãos um pouco mais úmidas e com os olhos mais inquietos. Simples assim.
PS: Repostando um texto de 2010.

terça-feira, 26 de junho de 2012

É tempo de refletir... de ter paciência... de perdoar e agradecer!

Em nossas vidas passamos por momentos que trazem ensinamentos sem percebermos. Naquele dia estava sentada num banco de um parque que, particularmente, me soava um pouco sombrio. Ali funcionava um sanatório na década de 60. Dizem que os que morreram nunca sairam de lá. Hoje, é um parque saudável, com eventos aos domingos pela manhã e povoada por atletas amadores. Mas aquele dia o vento estava na contramão e o sol não me esquentava como de costume. Resolvi dar uma volta pelos prédios abandonados. Fiquei imaginando a vida daquelas pessoas que viveram para a cidade em busca de cura ou, ao menos, de uma vida melhor. Nesse pensamento, me peguei na terceira volta, num lugar onde nunca tinha passado antes.  


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Brilho no olhar...


Naquela noite, ele a olhou com outros olhos. A noite estava fria e a janela fechada. Com palavras doces ela ouviu confissões jamais ditas. Num dia sem ser marcado e em uma hora não tão própria. As palavras saíram de sua boca como mel caindo de uma colher. Elas foram ouvidas com toda atenção. No pequeno discurso ela confirmou seus sentimentos completados pelos dele. Fico sem palavras pra dizer, porque sou suspeita nessa história. Só sei que tanto os olhos dele quanto os olhos dela ganharam um brilho a mais. Ouso dizer que os dois se completam como o bem-casados, sim, aquele docinho. Com a maturidade dele e a mocidade dela, os dois pintam um caminho florido e cheiroso, que entre beijos e carinhos, escrevem suas histórias num único livro.
. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Sentiram por ai...


Ela chegou a pensar que seu coração nunca mais fosse acelerar como aquele dia, que hoje está desbotado com o tempo. Achou que esse tal "amor" fosse um mito, do qual todos acreditassem que poderiam se alimentar dele. Pensou outro dia, que não seria capaz de merecer tal apreço por ser o que é e que aos olhos deles, ela era perfeita. Eis que surge a voz do Oráculo, onde diz em tortas palavras que o Amor pode reinar com louvor ou censurar os corações dos apaixonados. E que isso dependia apenas de dois corações. Mal sabiam os dois, que estavam em tempo de aprovações. Um querendo ser o melhor para o outro se afundaram na paixão. Como essa história aconteceu ninguém sabe. Diz a lenda que eles seguiram uma frase famosa: "que seja eterno enquanto dure". Nunca se soube como terminou (se é que história de amor tem fim). Uns disseram que ele continuou sua busca pela metade do seu coração. Outros dizem que ela ao deitar na cama adormecera sem fim pois seu sonho não queria terminar. Enfim... Mitos, lendas, histórias... seja o que for, são sempre bonitas de ouvir.

.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Noite fria


"Queria dizer muitas coisas, mas paro e respiro. Respiro tanto que não consigo emitir nenhum som". Foi isso que ela escreveu naquela noite, onde muitas coisas passavam por ela e seus pensamentos não saiam de apenas um lugar, ou melhor, de uma pessoa.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Noite de chuva!

O colo não pode ser de qualquer um. Ele deixou aquele dia diferente. Lá fora a chuva caía. Pingo por pingo o coração seguia seu ritmo. "De onde é que vinha aquele olhar que tanto me provocava?" A noite foi caindo e os personagens principais dessa história foram ficando mais próximos. Ela, sem perceber, exaltava a voz. Ele, por sua vez, sorria observando seus cabelos molhados pela chuva. Conversaram de tudo o que se pode imaginar. Riram, brincaram, beberam, comeram e se beijaram. A noite foi passando... e o dia foi chegando. Como a vida nos prepara encontros assim? O colo não podia ser de qualquer um. Ele deixou aquele dia diferente.
.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Sabe de uma coisa?

Naquele dia ela viu o sol sumir no horizonte. Sentada naquele brinquedo, lembrou-se o quanto já correra pelas árvores que ali estão, da mesma forma que as deixou. Dessa vez, 15 anos mais velha, foi ao mesmo local onde passou sua infância. Ali, ela lembrou-se que aquela cicatriz no joelho foi por causa de um tropeço naquele cantinho. Riu sozinha como se tivesse contando a história pra alguém. Vivia cheia de amigos correndo, pulando e se sujando. Hoje estava lá. Sozinha. Sozinha ali, apenas. Lembrou também da vez que levou o namorado para aquele lugar e no meio das histórias mirabolantes que contava, percebeu seu amor distraído com outra coisa.

As pessoas não sabem ouvir histórias e vivê-las, nem que seja por alguns minutos.

Eu vivo de histórias... Assim, a vida fica muito mais bonita.
.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Falando nisso...


A arte de se falar e a arte de se ouvir permite que você tenha várias sensações ao mesmo tempo. Quando se ouve um choro de criança não nos dá a mesma sensação quando vemos um choro de um adulto. Tanto porque, a possibilidade de se ter um adulto fazendo pírraça num shopping é mínima, assim como, uma criança chorar pela perda de um amor. Falando em amor, hoje ouvi a palavra "paquerando". Gostoso, não? A arte de paquerar se assemelha a arte de falar e ouvir. Ter pessoas gostosas de conversar é como se ter pessoas boas de paquera. Me refiro, no caso, ao sexo oposto. Se eu fosse homem, ia paquerar muito. As mulheres adoram. Uma ligação surpresa no meio do dia, uma mensagem carinhosa a noite, um sinal de fumaça... Engraçado, não é tão difícil paquerar.. Por que será que as pessoas se privam tanto da arte da paquera?
.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

A falta de um tempo pra mim se resume no silêncio deste blog. Quer voltar dividindo com vocês este poema do Ricardo Azevedo.

AULA DE LEITURA


A leitura é muito mais
do que decifrar palavras
Quem quiser parar pra ver
pode até se surpreender

vai ler nas folhas do chão
se é outono ou verão;
nas ondas soltas do mar
se é hora de navegar;

e no jeito da pessoa
se trabalha ou se é à-toa
na cara do lutador,
quando está sentindo dor;

vai ler na casa de alguém
o gosto que o dono tem;
e no pêlo do cachorro,
se é melhor gritar socorro;

e na cinza da fumaça,
o tamanho da desgraça;
e no tom que sopra o vento,
se corre o barco ou se vai lento;

e também no calor da fruta,
e no cheiro da comida,
e no ronco do motor,
e nos dentes do cavalo,

e na pele da pessoa,
e no brilho do sorriso,
vai ler nas nuvens no céu,
vai ler na palma da mão,

vai ler até nas estrelas,
e no som do coração.
Uma arte que dá medo
é a de ler um olhar,
pois os olhos tem segredos
difíceis de decifrar

VOLTEI... AGORA PRA FICAR... rs

domingo, 21 de agosto de 2011

Casal




Aquele casal me chamou atenção. Em pouco tempo, pude perceber um vazio naquela mesa. Ele, preso na tecnologia do celular. Ela, presa nos pensamentos e com um olhar longe. O que pode haver de tão interessante naquele celular para deixar um olhar tão bonito se perder? O que causou naquele momento para que aquele encontro se tornasse tão vazio.


Eles comeram, pagaram e foram embora. Trocaram algumas palavras e não perceberam que a noite estava estrelada onde a Lua observava tudo de longe.


.